Gostava de vos dizer que é fácil, mas não posso, porque não é. Mas acreditem que também não é sempre difícil. Com calma e esperança lá chegarão os dias em que conseguem sair de casa às horas planeadas, em que as noites são mesmo passadas a dormir, em que conseguem manter um nível aceitável de roupa suja no cesto, em que na loucura conseguem convidar uns amigos para jantar sem adormecerem em cima do prato. Sim, estou a dramatizar, mas acredito que esperar o pior não é sempre negativo. Neste caso em particular, baixar as vossas expectativas como pais é fazer com que as pequenas conquistas que vão (de certeza) alcançar sejam saboreadas com maior prazer. Haverá também alguns dias em que se perguntarão: "que ideia peregrina foi esta de querer ser mãe / pai?!?" porque as crias não trazem ticket de devolução, chegam para destrambelhar (palavra bonita) tudo e para a VIDA TODA. Escrevo estas palavras, como mãe há dois anos, e esta percepção da realidade ainda hoje me consegue assustar ... bolas. Não fomos todos talhados com mesma forma, e sim, temos ideias e sobretudo ideais diferentes. Negociar e ajustar um método de organização em casal é uma importante ferramenta para o bem da sanidade mental individual, mas também é necessária muita paciência e compreensão para as falhas. E não querendo vos desanimar a verdade é que falharão algumas vezes, é assim mesmo, com as vossas filhas, um com o outro, mas a esperança é a palavra-chave nesta equação. Fé de que tudo correrá bem, mesmo quando parece que vai torto. Isso, e muito amor.
Stay tunned,
w/ love
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