terça-feira, 27 de junho de 2017

4ª Crónica: A Higiene

É agora que me vou auto-chicotear: nos primeiros meses de vida a Maria Carolina não tomou banho todos os dias. Se por um lado ela nasceu em outubro, e a bem verdade não transpirava nem se sujava (à excepção do rabo, claro), por outro a importância das rotinas cá em casa só nos foi "despertada" alguns meses mais tarde. 

Novamente a super-enfermeira do curso de preparação tinha instruções muito simples: dar banho em água tépida (a temperatura da água controlamos com o cotovelo), por pouco tempo, uns 2-3 minutos, e sem nenhum produto de higiene, apenas pele-com-pele: mão da mãe a massajar a pele do bebé. Ela incutiu-nos que os bebés nascem com uma camada de gordura que protege a sua pele e quanto mais tempo durar essa proteção melhor, até para futura prevenção de alergias. Limpar rabinho só com compressas de tecido-não-tecido embebidas em água morna. E se existisse necessidade de usar hidratante, para aqueles bebés que têm a pele a "escamar" o aconselhado foi o óleo de amêndoas doces. Outra dica para usar este óleo maravilha era besuntar o rabinho em todas as mudas de fralda, porque repele o chichi do contacto com a pele. Tentei seguir estes conselhos à risca, mas quando passou o primeiro mês, e com pré-aprovação da pediatra, comecei a usar estes produtos, que me foram oferecidos durante a gravidez. A parte fixe, além de ter poupado muito dinheiro é que eram próprios para peles atópicas. Com o tempo percebemos que não existia essa exigência com a pele da Maria Carolina, mas cuidado a mais não estraga. Caso não tivesse estes produtos teria comprado uma linha em tamanho pequeno, tipo kit viagem, porque uma amiga tinha-me desaconselhado a comprar tamanhos grandes sem antes saber como reage a pele do bebé. Infelizmente há produtos mais propensos a alergias e não vale a pena desperdiçar dinheiro. Também depois do primeiro mês começamos a usar as toalhitas da marca do pingo doce, que usamos até hoje. Comprei as caixas de plástico da dodot, porque dão imenso jeito para que não sequem as toalhitas, mas as recargas são sempre do pingo doce. Considero-as mais húmidas e menos cheirosas, o que pode parecer mau, mas perfumes nestes produtos não são aconselhados. Agora há uma moda de usar estas toalhitas, porque são menos agressivas, mas eu sinceramente acho demasiado caras. Pelo preço de uma dessas compro cinco embalagens da marca branca e quando há descontos de 50% até dá para dez. A primeira banheira escolhida foi a famosa shantala, encontrei na farmácia do jumbo mais barata e usamos até bem depois dos 12 meses recomendados. A Maria Carolina adorou sempre a hora do banho, e eu sentia-me bastante segura a dar-lhe banho sozinha, porque no início ela ficava praticamente de pé e depois com o tempo, quando ela já se sentava sozinha, ainda era mais fácil. Vê só este vídeo delicioso para te inspirares.

Mais recentemente, passei a usar esta marca, mais económica e os banhos passaram a ser na banheira - tamanho normal - e às vezes no chuveiro a duas. É sempre uma festa. Imagina só os teus bebés a transformarem-te a casa de banho em piscina olímpica.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Temas Controversos #1

A regra é - e atenção: serve para qualquer assunto de conversa relacionado com os teus bebés - seja aqui retratado, ou discutido em conversas - seguires o teu instinto. Pode ser que ele às vezes te falhe, acontece. Eu por exemplo "tratei" as cólicas da Maria Carolina com recurso ao benuron {xiuuu}, um episódio para contar noutro tema, mas a realidade é que deves tomar as "rédeas da coisa". Eu compreendo que existam medos e uma certa pressão para procurar ajuda "com quem sabe" ... Eu por exemplo panicava se tinha de desinfectar o umbigo da Maria Carolina quando o pai não estava, mas eventualmente se havia alguém que tinha de o fazer era eu, e assim acontecia. Tenho a certeza que vocês vão dar lindamente conta do recado, com tanto amor a sobrar por aí.

Aproveitando a deixa do umbigo, há uma moda em que se usa apenas soro fisiológico para secar o umbigo dos bebés, mas a realidade é que o soro não seca nada, fica tudo melado. Eu usei o método tradicional do álcool a 70° (aconselhada pela pediatra) e mesmo assim a "coisa"'demorou a cair, lembraste?!? O que nos rimos com a cara do Rui.

Well, mas já me estou a desviar muito do tema controverso de hoje: a chupeta. 

A opinião da enfermeira do curso de preparação foi, seguindo o pressuposto que todas as mães amamentam, não oferecer aos bebés chupeta nas primeiras semanas de vida. O que significa que não se pode (ou deve) levar chupetas na mala para a maternidade. A justificação pareceu-me válida o bastante para eu ter deixado as que tinha comprado em casa. A razão? O recurso à chupeta dificulta a amamentação uma vez que o movimento é distinto e como a intenção é promover a amamentação a solução é dar mama a toda a hora. Sim amor, esquece lá aquele mito que os bebés mamam de 3 em 3 horas. Os bebés devem ser amamentados em livre demanda, mesmo que isso signifique que estejas sempre de mamas ao léu. Been there, done that. Eu supus que ia dar de mamar logo que a criança saísse, mas fui surpreendida com uma cesariana, anestesia geral e outras complicações que não interessam nada. Ora, a Maria Carolina não teve a mãe disponível quando nasceu e a solução encontrada pelas enfermeiras? Uma chupeta. Não sei onde a foram buscar, mas assim que o pai chegou à nossa beira "vai à farmácia comprar uma chupeta". Sim, não a esterilizei, mas tenho uma foto deliciosa no dia 0, agarradíssima à sua chicco cor-de-rosa como se ela lhe fosse fugir. Experimentei depois também da marca avent, mas o amor da Maria Carolina são as de silicone, que quando ficam por baixo dela não magoam e têm aquele aro fixo que os ajuda a segurá-la. Nas primeiras visitas das enfermeiras ainda cheguei a tirar-lhe à pressa para não verem a mãe desnaturada que eu era, mas depois relaxei ... era uma decisão minha e só tinham de a respeitar. Não acredito que a adaptação à amamentação fosse diferente, a moça nasceu com o dom de mamar, mas isto resultou comigo, conheço bebés que rejeitaram e nunca usaram chupeta. Lá está a regra a palpitar, "segue o teu instituto". Eu confesso que me senti aliviada por a Maria Carolina ter um "auxiliar" para a acalmar nos momentos críticos e por não ter de estar sempre de mama em riste, mas cada bebé é um bebé e tu vais ter dois, cada um deles (ou delas) com a sua história deliciosa. 

Importante: no caso de os teus bebés forem do "clube" chupeta, e apesar de deveres trocá-las com alguma regularidade (eu comprei novas a cada 5-6 meses), não deves trocar de tamanho. Não se trata apenas da opinião de pediatras, mas também de ortodentistas. É caso para dizer, manter o tamanho 0 é um mal menor. 

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Leitura obrigatória #1

Há inúmeros sites e artigos que nos acrescentam para desempenharmos (um pouco melhor) o nosso papel de pais. Este é apenas um deles, outros serão partilhados oportunamente.

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Dica #5

Há quem faça stock de fraldas durante a gravidez, eu optei por não o fazer por várias razões: o peso de nascimento é uma incógnita, há bebés que perdem bastante peso nos primeiros dias, há bebés que aumentam de peso muito rápido, não sabemos se podem ser alérgicos a determinada marca ... e no início também recordo que a mudança de tamanhos era muito rápida. Comprei uns 4 pacotes do primeiro tamanho desta marca maravilhosa, porque tem o importante indicador de chichi. Acredita que não vais conseguir distinguir. Além disso, para gravidezes gemelares a Libero tem um tamanho adequado aos prematuros. Vende em farmácias, a do Arrábida Shopping tem preços espectaculares, e usei até a Maria Carolina deixar o tamanho 2. Depois disso, e como nada fazia prever alergias, usei marca pingo doce, continente, chicco, dodot, basicamente o que estivesse em promoção / fosse mais barato. Lá em casa gasta-se, preferencialmente, marca pingo doce para o dia e dodot pacote azul para a noite, mas há muitas outras opiniões, podes ouvir todas, não estraga. Nos primeiros dias vais mudar fraldas de hora a hora, mas depois acalma e acho que cerca dos seis meses deixei de trocar fraldas durante a noite, só a presença de cocó é que obriga a esta urgente intervenção. E depois de trocar, o que fazer com as fraldas sujas? Bem, no mercado há este dispositivo xpto, com sacos próprios, mas como ainda era carito (principalmente as recargas) foi algo que fomos deixando "para comprar depois" ... E quando o "depois" chegou e as fraldas sujas instalaram-se não foi nada dramático (em relação ao cheiro), bastou-nos fechá-las e o caixote lixo lá de casa com tampa serviu muito bem. Em alguns dias mais difíceis coloquei o caixote na varanda e poupou-se algum (muito!) dinheiro.

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Dica #4

Outro dos desconfortos da gravidez é a azia. A mim só me atacou quando já me sentia um elefante, mas dizem os entendidos que faz parte devido à desaceleração da digestão. Para mim, que desconhecia completamente essa c@bra, senti-me como se estivesse em fase de transformação de elefante para dragão, uma espécie de fogo desde o estômago ao esófago. Atacava-me mais à noite, quando já estava deitada e algumas vezes tive mesmo de me levantar e passaretar para aliviar, quando não aguentava (ou estava farta) tomava um medicamento maravilhoso para o efeito. Mas, pronto, gravidez não é doença, não é? Passa, mas se te acontecer aconselha-te com o teu obstetra.

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

3ª Crónica: Amamentação


Este post dá pano para quilómetros de mangas, e poderá sofrer updates pela complexidade do assunto, mas vou tentar ser o mais direta e concisa possível. A informação essencial, tipo lei universal, é que o leite materno é o melhor alimento nos seis primeiros meses de vida do bebé. MAS, (assim em maiúsculas porque o tema merece), se a amamentação não resultar contigo não serás menos mãe por isso. Não deixes que te infernizem no pós-parto por isso.  O stresse é meio caminho andado para a amamentação não funcionar. Durante estes meses ouvirás várias vozes a argumentar que amamentar é um ato de amor, mas a minha certeza é que amarás infinita e perdidamente os teus bebés mesmo que os alimentes a biberão. Depois há quase tantas histórias diferentes de amamentação como de partos. Há quem fale de dores insuportáveis com a subida do leite, com a sucção, as gretas e afins ... há quem amamente como se o tivesse feito a vida inteira.
Não tive cuidados pré-amamentação, mas comprei tudo o que havia no mercado e sobretudo acreditei que iria correr bem. Fui alertada que ia doer, mas que a dor seria suportável e que passados dois meses deixaria de a sentir. Ser mãe inclui vários sacrifícios, este seria apenas um deles, mentalizei-me. Mas há casos em que a dor não é suportável, tive uma prima que desistiu passado uma semana. Se não o conseguires de forma imediata o meu conselho e que vás tentando, mas tendo como ideal que o importante é estares bem e os teus bebés estarem bem, ponto. No curso de preparação para o parto além da "lavagem cerebral" pro-amamentação também dão dicas muito importantes, como a importância da pega (forma como o bebé abre a boca para a sucção), disseram também (não experimentei) que o nosso próprio leite é o melhor cicatrizante em caso de gretas, e se sangrar não impede o bebé de mamar.
Esta foi a minha experiência inicial: Simplesmente não senti o leite subir nem descer. Numa das noites (3ª ou 4ª após o parto) senti-me febril, fiquei de diarreia, as mamas endureceram, mas com muita calma meti-me debaixo do duche e massajei com água bastante quente. Sabia que fazia parte. Durante o resto da noite fui repetindo várias vezes no lavatório este processo e no dia seguinte já não era nada. Nos sete dias do internamento da Carolina ela não mamou leite materno em exclusivo, houve alturas em que as enfermeiras insistiram em dar suplemento para que eu descansasse. Não fui fundamentalista e aceitei com tranquilidade todas as vezes que isso aconteceu. Não desesperes quando cada uma das enfermeiras que te visitar tenha um diferente "melhor posição para mamar". De uma das vezes, recebi a visita de 3 enfermeiras diferentes num espaço de 10-15 minutos, cada uma a "mexer-nos" como entendia, até que a minha mãe olhou para mim e disse "coitada, nem sabes a quem deves ouvir". Por isso, ouve-te a ti, procura a vossa melhor posição, tua e dos bebés. Às vezes as enfermeiras apanhavam-me a dar de mamar à Carolina que até eu me ria, não era como mandam as regras, mas como dava mais jeito. Adaptação é essencial. Nos dois primeiros meses não era com alegria que via chegar a hora de amamentar, mas a verdade é que passou e amamentei feliz quase até aos 8 meses. Cheguei a ter saudades desses momentos apenas a duas ...

Parte material do processo: tinham-me aconselhado a não comprar nada até ao momento H, porque não saberia se iria ou não amamentar, mas acabei por comprar tudo antes porque tive um voucher numa loja que tinha de gastar. Não discordo deste conselho, até porque acabei por comprar coisas desnecessárias, mas não quis baralhar o pai quando as dores apertassem. No caso de sentires vontade de avançar nesta aventura que é amamentar, e relativamente a auxiliares maravilhosos, podes consultar tudo o que existe aqui. Na minha opinião, nisto de produtos para amamentação, a medela é a expert.

O que eu usei e aconselho:
Purelan. Coloquei todas as vezes depois da mamada durante 2 meses e depois disso esporadicamente. Gastei 2 tubos. Na well's é mais barato e se tiveres acesso aos 10% do cartão continente ainda é mais vantajoso.
Discos de aleitação. Não só para proteger o purelan do soutien, mas também para absorver prováveis pingas de leite, é normal. Gostei muito desta marca, porque além de económica os discos são embalados individualmente. No início comprava no jumbo, mas depois também encontrei no pingo doce.
Bomba de tirar leite. Usei nos primeiros 2-3 meses, enquanto me que tentava me adaptar à possibilidade de recolher leite durante o dia para o pai dar biberão durante a noite, não resultou, porque o pai trabalha e também precisa de descansar. Entre levantar-me e ir à cozinha aquecer o leite optei por dar diretamente. Além disso a pediatra depois confirmou-me que estava a realizar este processo de forma errada, porque retirava cerca de uma hora depois da mamada, mas o leite deve recolher-se logo após o fim da mamada para mandar "mensagem" ao teu corpo que na próxima mamada ele precisa de produzir mais quantidade. Vou tentar que te emprestem a que usei, porque comprei dois biberões de armazenamento que podes usar.
Almofadas de hidrogel. Usei umas 2 embalagens na primeira semana por causa das gretas. As minhas foram compradas na chicco, porque cada caixa tinha maior número e compensava economicamente, da chicco traz 10 unidades e da medela traz 4 (tendo em conta que o efeito só dura 24h, custa).

O que acabei por não usar:
Protetores de mamilos. Não achei confortável ter aquele plástico entre a mama e o soutien, mas posso emprestar-te, just in case. 
Mamilos de silicone. Usa-se para "forçar" a formação do bico no mamilo, nem sequer tentei usar. Como os meus são tamanho S não dá para te emprestar, sorry.

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Dica #3

Para além do folicil e do yodafar, e apesar de evitar ao máximo outras medicações, (por exemplo deixei de tomar a medicação das alergias, felizmente a gravidez da Carolina curou-me, ainda que apenas momentaneamente) tomei algumas vezes o nausefe. Não por sistema, porque felizmente não fui daquelas grávidas que passa os primeiros meses com a cara na sanita, mas tomei sempre que o mau-estar ou vómitos não me deixavam alimentar-me correctamente. Espero que não sofras desse mal, mas é bom saberes que tens alternativa. Se te sentires assim consulta o teu obstetra.

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terça-feira, 6 de junho de 2017

2ª Crónica: Curso de Preparação para o Parto

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No teu caso, prevendo que o teu obstetra recomendará cesariana (oh maravilhoso procedimento cirúrgico que tantas vozes de revolta levanta mas que não faz de nós menos mães), poderá parecer um pouco ridículo ires treinar a respiração ou a melhor forma de fazer o "puxo", mas recordo tantos outros bons momentos.
Desconheço se existe um guião daquilo que deve ser um curso de preparação para o parto, só posso falar da minha experiência. Nós fizemos o curso no CMIN (e "nós" porque o marido fez questão de estar sempre presente nas sessões em conjunto), porque escolhi ser seguida onde tencionava ter a criança. Foram duas horas por semana, durante nove semanas, que cumprimos religiosamente. Para além dos cuidados ao recém-nascido, a enfermeira especialista falou sobre a amamentação, a epidural, fizemos ginástica, massagens e sessões de relaxamento. Sorrimos, partilhamos medos, tiramos dúvidas em grupo, muitas que nem sabíamos que tínhamos, por isso acredito que fomos todos aprendendo uns com os outros o que ir esperando da gravidez. Conhecemos as instalações, é importante familiarizamos-nos com os espaços e conhecer os vários passos / fases do parto já que quando o mesmo decorre as explicações são muito poucas (ou nenhumas). Saíamos sempre bem dispostos e com temas de conversa.
Tenho conhecimento que existem cursos pagos em instituições privadas, mas o meu foi gratuito, através do SNS, e recomendo vivamente. Informa-te com o teu médico ou no teu centro de saúde, acredito que podem criar (ainda mais) bons momentos, os dois e com os outros pais. 

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domingo, 4 de junho de 2017

Dica #1

Já não me recordo em que semana de gravidez começaram as dores ao fundo da barriga, talvez terá mais a ver com o volume da barriga do que propriamente com as semanas, mas sei aquilo que me ajudou imenso, esta cinta da chicco. Ainda cheguei a comprar umas cintas na primark baratinhas, que cobriam toda a barriga numa espécie de licra, mas só com a cinta da chicco é que senti realmente diferença no  apoio e sustentação do peso da barriga. Se estas dores também te atacarem aconselha-te com o teu médico. 

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

1ª Crónica: Compras

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O mundo maravilhoso das compras. [suspiro] Qualquer desculpa é boa para irmos às compras, mas uma gravidez aumenta exponencialmente o grau de satisfação. Mais ainda quando não forem para ti, acredita!  Eu só tive "autorização" para comprar coisas para a Maria Carolina com quase 5 meses de gravidez. Acho que o melhor período para vocês tratarem das compras para os gémeos - género masculino porque são bebés, não estou a definir o sexo - será idealmente entre as 16 e as 28 semanas. Não muito cedo, mas também não muito tarde porque a barriga torna-se pesada. Mas as compras para as crias ficam para outra crónica, agora é tempo de pensar em ti. O teu guarda-roupa reduz-se a cada vez menos peças cada vez que bocejas, e ainda não sentes confiança para desatar a comprar roupa de grávida, estamos quase no verão por isso compra vestidos largos. Está frio? Os mesmos casacos não apertam mas aquecem os braços. Se achares que podes cometer a "loucura" de comprar umas calças de grávida (que são só a 8ª maravilha do mundo) compra também túnicas para completares os look's, assim parecerás sempre diferente. No fim da gravidez da Maria Carolina tinha dois pares, umas de verão e outras de inverno, que fui intercalando com os tais vestidos para dar tempo de lavagem. As minhas eram da H&M, mas tens também a La Redoute, a Vertbaudet, a Pré-Natal, a Benetton e a C&A. Investe no teu conforto, mas sê inteligente nas escolhas, tu sabes como fazê-lo. Comprar um soutien de amamentação no início da gravidez pode parecer ridículo aos olhos de muitas pessoas mas se se trata de um investimento tão caro porque não rentabilizá-lo o mais possível? Eu comprei 3 aos cinco meses de gravidez que usei até a Maria Carolina deixar de mamar. Soutiens que abrem ao meio são novidade mas esquece! não são nada funcionais para dar de mamar, dá preferência aos que abrem junto à alça e deixam o peito a descoberto. Os sapatos vão deixar de servir, eu aumentei um número e os meus pés incharam tanto que nos últimos três meses só me entravam umas sandálias deste género. Imitação claro, da zarahome. Tudo aquilo que comprei em tamanhos absurdos tentei que fosse o mais barato possível. A janela de tempo de uma gravidez é muito curta, apesar de em alguns momentos parecer que o tempo pára. Eu estive grávida quase 42 semanas, mas uma gravidez gemelar é mais curta, por isso é provável que o teu tempo voe. Aproveita os saltos altos enquanto podes, daqui a nada serão um objeto de decoração no roupeiro, ou porque não te servem ou porque acentuam o tal problema do centro de gravidade que não queremos que causem problemas. Esta questão não se resolverá logo após a gravidez porque não te atreverás a calçá-los com medo de caíres com os mais-que-tudo ao colo. Mas o teu pé pode não crescer e então podes guardá-los para voltares a usar quando já caminharem. É preciso fé em muitos momentos, este é um deles.

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♥ Parabéns meu amor!

Estamos todos a torcer para a maior aventura das vossas vidas.

Gravidez não é doença. Esta é talvez a mais enganosa afirmação de todos os tempos.
[Eu terminei a gravidez da Maria Carolina com carência de ferro, pés de fiona, hemorróidas, tornozelos nuns farrapos à conta das muitas quedas porque o centro de gravidade muda e é o carai%#$) ... cuidado!]

Estar grávida pode não ser doença, mas também não esperes apenas um estado de graça onde irradiarás felicidade por todos os poros e a toda a hora. É certo que vais sorrir cada vez que os sentires mexer, lhes comprares um miminho ou começares a sonhar e a construir o ninho onde os vais adormecer, mas também vais chorar quando passares por um cão abandonado, quando vires um filme com crianças, quando questionares o vosso futuro ou até mesmo por razão nenhuma. É normal e saudável, mas mesmo assim mantém-te afastada dos noticiários. Não te sentirás a mulher mais bonita e sexy deste mundo, agora és uma espécie incubadora, por isso concentra-te nessa tarefa, é a mais importante. As hormonas são umas chatas e conseguem fazer muitos estragos em ti e à tua volta, tenta reconhecer os sinais e respira fundo quando sentires que essas mulas estão a dominar as tuas atitudes. Permite-te comer porcarias, mas poucas. Lembra-te dessa mangueira direta que tens aos teus mais-que-tudo. Não desesperes a interpretar relatórios, análises e ecografias. Todos desejamos os valores de referência, mas às vezes os valores menos perfeitos não têm nenhum motivo para alarme. Em momento algum vás ao google ou arriscas-te a um colapso nervoso com tanta informação contraditória. Confia nos profissionais de saúde que escolheste, mas também não tenhas medo ou vergonha de pedir outras opiniões. Ouve o teu instinto! Descansa muito, dorme mais ainda, não depois, agora! daqui a nada a qualidade do teu descanso e sono diminuirão na mesma proporção em que a tua barriga aumenta. Regista em fotografia a passagem das semanas, se ainda não começaste ainda vais bem a tempo... 8 - 12 - 16 - 20 - 24 - 28 - 32 - 36, será delicioso reunir as melhores no álbum deles. Não mates ninguém se aos cinco meses de gravidez te disserem "está quase..." sorri-lhes e confirma, afinal de contas não os vais chamar na hora do parto. E o parto? Essa é a parte fantástica, não precisas de te preocupar nadinha com isso.


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