A regra é - e atenção: serve para qualquer assunto de conversa relacionado com os teus bebés - seja aqui retratado, ou discutido em conversas - seguires o teu instinto. Pode ser que ele às vezes te falhe, acontece. Eu por exemplo "tratei" as cólicas da Maria Carolina com recurso ao benuron {xiuuu}, um episódio para contar noutro tema, mas a realidade é que deves tomar as "rédeas da coisa". Eu compreendo que existam medos e uma certa pressão para procurar ajuda "com quem sabe" ... Eu por exemplo panicava se tinha de desinfectar o umbigo da Maria Carolina quando o pai não estava, mas eventualmente se havia alguém que tinha de o fazer era eu, e assim acontecia. Tenho a certeza que vocês vão dar lindamente conta do recado, com tanto amor a sobrar por aí.
Aproveitando a deixa do umbigo, há uma moda em que se usa apenas soro fisiológico para secar o umbigo dos bebés, mas a realidade é que o soro não seca nada, fica tudo melado. Eu usei o método tradicional do álcool a 70° (aconselhada pela pediatra) e mesmo assim a "coisa"'demorou a cair, lembraste?!? O que nos rimos com a cara do Rui.
Well, mas já me estou a desviar muito do tema controverso de hoje: a chupeta.
A opinião da enfermeira do curso de preparação foi, seguindo o pressuposto que todas as mães amamentam, não oferecer aos bebés chupeta nas primeiras semanas de vida. O que significa que não se pode (ou deve) levar chupetas na mala para a maternidade. A justificação pareceu-me válida o bastante para eu ter deixado as que tinha comprado em casa. A razão? O recurso à chupeta dificulta a amamentação uma vez que o movimento é distinto e como a intenção é promover a amamentação a solução é dar mama a toda a hora. Sim amor, esquece lá aquele mito que os bebés mamam de 3 em 3 horas. Os bebés devem ser amamentados em livre demanda, mesmo que isso signifique que estejas sempre de mamas ao léu. Been there, done that. Eu supus que ia dar de mamar logo que a criança saísse, mas fui surpreendida com uma cesariana, anestesia geral e outras complicações que não interessam nada. Ora, a Maria Carolina não teve a mãe disponível quando nasceu e a solução encontrada pelas enfermeiras? Uma chupeta. Não sei onde a foram buscar, mas assim que o pai chegou à nossa beira "vai à farmácia comprar uma chupeta". Sim, não a esterilizei, mas tenho uma foto deliciosa no dia 0, agarradíssima à sua chicco cor-de-rosa como se ela lhe fosse fugir. Experimentei depois também da marca avent, mas o amor da Maria Carolina são as de silicone, que quando ficam por baixo dela não magoam e têm aquele aro fixo que os ajuda a segurá-la. Nas primeiras visitas das enfermeiras ainda cheguei a tirar-lhe à pressa para não verem a mãe desnaturada que eu era, mas depois relaxei ... era uma decisão minha e só tinham de a respeitar. Não acredito que a adaptação à amamentação fosse diferente, a moça nasceu com o dom de mamar, mas isto resultou comigo, conheço bebés que rejeitaram e nunca usaram chupeta. Lá está a regra a palpitar, "segue o teu instituto". Eu confesso que me senti aliviada por a Maria Carolina ter um "auxiliar" para a acalmar nos momentos críticos e por não ter de estar sempre de mama em riste, mas cada bebé é um bebé e tu vais ter dois, cada um deles (ou delas) com a sua história deliciosa.
Importante: no caso de os teus bebés forem do "clube" chupeta, e apesar de deveres trocá-las com alguma regularidade (eu comprei novas a cada 5-6 meses), não deves trocar de tamanho. Não se trata apenas da opinião de pediatras, mas também de ortodentistas. É caso para dizer, manter o tamanho 0 é um mal menor.
Stay tunned,
w/ love
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