Já falamos pessoalmente o quanto nos irrita profundamente o mito urbano de que a gravidez não é doença, porque depois são várias as "doenças" que vão condicionando a nossa qualidade de vida à medida que a barriga aumenta. Sabes, não sei se acredito naquelas mães que afirmam chegar ao termo da gravidez frescas e fofas, sem nunca terem tido um enjoo, uma azia, uma retençãozita de líquidos, umas hemorróidas, uns diabetes alterados, um episódio de hipertensão (e por aí diante). Nada?!? Humm ... A minha teoria é que todas estas maleitas fazem parte do espírito de sacrifício que necessariamente nos acompanhará o resto da vida. Deve ser por isso também que antes de termos a criança nos braços até as noites mal dormidas nos preparam para a fase zombie ... acho que a gravidez deverá ser encarada como uma espécie de estágio, em que vamos aprendendo a funcionar com todas as faculdades mesmo sentindo-nos um verdadeiro caco. Eheheh.
Mas numa coisa o povo tem razão, as vidas de quem é pai/mãe nunca mais serão iguais. Tu nunca mais será a mesma, é um facto. Eu acredito que nos tornamos assim uma versão melhorada de nós mesmas, à excepção da memória que essa c@bra parece que nos abandona para sempre, mas o tempo ajuda. E as nossas vidas mudam não apenas no momento do nascimento, este rodopio começa logo no momento da confirmação da gravidez até ao nosso último suspiro. No vosso caso a luta começou bem antes, os tratamentos a que se dispuseram, fazem de vocês imbatíveis nesta saga de superação que a parentalidade nos exige. Mesmo que em alguns momentos o medo e o desespero possa dar sinais de querer tomar conta de nós, do nosso raciocínio, da nossa alegria, não o nego, mas é, sem dúvida, um caminho muito mais doce.
Stay tunned,
w/ love
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